Vídeo · 24 de dezembro de 2025
Doutor e Curador
Que a lembrança do Zé Rizeiro continue viva no coração do nosso mercado municipal, na cidade de Governador Valadares, nos curadores que nos corredores que guardam sua voz, seu sorriso e na.
- 24 de dezembro de 2025
- 46 min de vídeo
- 27 min de leitura
- Prof. Rogério Fagundes Filho
O que o professor fala neste vídeo
Que a lembrança do Zé Rizeiro continue viva no coração do nosso mercado municipal, na cidade de Governador Valadares, nos curadores que nos corredores que guardam sua voz, seu sorriso e na memória coletiva de uma cidade que ele tanto ajudou a cuidar. Que Deus receba com a luz e paz que ele espalhou entre nós. E que a história inspire novas gerações e a acreditarem que o cuidado com o outro é maior, é o maior remédio que podemos oferecer. Viva o Zé Reiziro. Zé.
Riziro vive. emocionantes e da lembrança aqui do Zé Riziro, eu quero convidar então aqui a composição da mesa o professor Rogério Facundes, professor, escritor, pesquisador, terapeuta naturista, responsável em 1997 pela criação do curso superior de aplicada lá em Curitiba e pela participação na comissão de integração terapeuta do Conselho Nacional de Saúde. Professor Rogério sentar aqui conosco. Convido também Sérgio Lopes, médico,.
Cirurgião cardiovascular, mestre em de tecidos aplicado a válvulas cardíacas, doutor em estimulação cardíaca elétrica. para compor a mesa aqui conosco. Eu vou passar então a palavra ao professor Rogério. Pode ser assim, >> caros doutor e deputado Leonardo Monteiro, todos os outros que compõem essa mesa. uma satisfação estar aqui e que minhas palavras sejam úteis e que possamos ter um crescimento nesse encontro dos saberes ancestrais.
E da medicina moderna. Então eu, como já foi lido o meu breve currículo, eu sou autor de três livros que já escrevi e sou professor com carteira assinada como professor universitário, mas o que eu sou em meu coração mesmo, no meu ser, eu sou um curador e me sinto bem por ser assim na ausência de uma legislação no nosso país a respeito dessa essa profissão que eu exerço, que dou aula, que escrevo, que pesquiso. Eh, na ausência eu sou sindicalizado ao.
SINATEM, Sindicato Nacional dos Terapeutas Naturistas e também sou membro do Combraço, Conselho Brasileiro de Autorregulamentação e Massoterapia. E devido a essa ausência de legislação, eu tenho uma decisão no Superior Tribunal de Justiça, STJ, trânsito e julgado, da minha legalidade de trabalhar como acupunturista e terapeuta naturista. Então, digo isso por conta que ainda não temos uma legislação e na ausência dela eu tive que recorrer a.
Esses recursos para poder me manifestar como um homem dentro da lei. Sou um brasileiro, tenho amor a essa pátria e estou legalizado perante as leis. O filósofo Niet, quando fala de mudanças ele diz que existem três momentos para essa mudança. Primeiro, a reação xenofóbica. eh, o estudo e conhecimento do assunto e terceiro, aceitação de todos. Eu já estou algumas décadas nessa luta e já passei pela pelo processo da xenofobia, de perseguição.
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Graças a Deus já estou fora disso. E acredito que a sociedade hoje ela já vive segunda para terceira fase. O entendimento, o estudo dessas terapias ancestrais, naturais, autóctones, já chegando para uma aceitação de todos. Momento importante, porque o quadro sanitário brasileiro é um quadro sanitário de dificuldade. É difícil para o gestor público ele preparar um uma orçamento por conta da judicialização. Enquanto se pensa em prevenção,.
Em formas mais de ênfase na atenção primária, existe judicializações que o juiz determina que o Estado cumpra o pagamento de determinados que podem ser justos para uma minoria, mas pro tecido social falta recursos. Existe uma crença muito grande em remédios novos, medicamentos novos e isso são judicializados, mesmo aqueles que não têm uma total eficácia comprovada. Então, estamos diante desse paradigma, como fazer, como adotar essas terapias.
Ancestrais alternativas. E eu me eh me inspiro no pensamento de Einstein, que disse que o contrário da verdade não é a mentira, o contrário da verdade é uma nova verdade. Ou seja, não quer dizer que o saber cartesiano seja ultrapassado. Ele tem o seu valor. Mas o saber cartesiano, ele é uma é uma pequena gaveta. da grande biblioteca do conhecimento universal. É impossível o modelito cartesiano do cogito eh querer entender a natureza no seu no.
Grande amplitude, não é? Então nós reconhecemos que existe a importância, mas é importante também uma nova verdade, que nós possamos avançar. E esse avanço é possível quando nós nos unirmos ao saber Então, eh, hoje se desenha os novos de conhecimento através do quantum, através da física quântica, que é muito importante, mas a sustentação dela, no nossa forma de entender, só será possível quando der as mãos à enquanto não respeitarmos o passado.
Ancestral, o conhecimento, dos nossos povos originais, não só aqui da América, mas das civilizações que já foram exuberantes na face da Terra. Se isso não for respeitado, eu acredito que não existe sustentação para essa nova medicina, que é a medicina quântica. Então, em resumo, sou eh adepto da ideia, como já o deputado falou, de unir esses conhecimentos da ancestralidade e da modernidade. Quando isso acontecer, essa respeitabilidade mútua,.
O povo brasileiro ganha com isso. Então, dói para mim saber que, por exemplo, a atual vigilância sanitária no nosso país, ela é tão rígida, tão rígida para os pequenos, mas não é da mesma forma para os interesses econômicos transnacionais. É difícil saber que às vezes eh lá fora senhores que bebem o que fumam o roubam os recursos autóctones do da dos nossos ancestrais, dos nossos indígenas. e levo isso com muita facilidade lá para fora, tentando eh.
Patentear esses conhecimentos e revender para nós com um rótulo de medicamento Então eu tenho, depois de ouvir os pares aqui, quero apresentar nessa audiência uma sugestão baseada num acontecimento histórico do povo brasileiro, quando no período do império do ano 180, a foi instituído no Brasil a fissicatura morto, ou seja, durante duas décadas indígenas pretos, eh, negros, eh, cabôclos, conhecedores, parteiras, benzedores, conhecimento dessa riqueza.
De conhecimento, tratavam os povos brancos e os seus próprios pares e eles eram muito respeitados. ganhávamos com isso. Aí foi extinto quando foi criada a primeira faculdade de medicina no Brasil e até hoje não foi reaberto. Então eu acredito que é possível reabrir de uma forma inteligente uma nova ficatura amor para garantir o conhecimento da ancestralidade dos nossos povos, principalmente os mais os mais humildes e terem um brever.
Diante da Anvisa. Isso é possível. Só depende de inteligência e vontade política, pressão. Contamos aí com o nobre Leonardo Monteiro, este homem que já deu para perceber que o coração dele é maior que o mapa de Minas Gerais. Coração grande. E o importante, ele é um parlamentar, mas ele tem amor. Tem amor ao povo, tem amor à sabedoria. Não sei se os senhores sabem, deputado Leonardo Monteiro tem um filho que é médico. Em momento algum ele foi e ou.
Dos anos que conheço ele nunca foi para defender o interesse do seu filho, ao contrário, um coração generoso. Então eu tenho a crença, o entendimento, deputado, que o senhor é um homem destinado ao bem, destinado a esse trabalho que a sua maestria sabe muito bem conduzir. Então, essas são as minhas primeiras considerações. Aí, depois de ouvir os pares, na tréplica, na réplica, eu ainda, se for possível, deputado, quero apresentar algumas sugestões.
Muito obrigado inicialmente a todos. Uma alegria estar aqui com vocês. >> Agradecer o professor Rogério pela à nossa audiência pública, contribuição aqui ao debate, não é? Eu passo a palavra então agora ao Dr. Sérgio, Dr. Sérgio Lopes, que é médico cirurgião Com a palavra votando, Dr. Sérgio >> Monteiro. um prazer eh imenso estar participando dessa audiência pública, né, o qual o senhor eh foi o grande facilitador e idealizador no sentido eh.
Da gente estar hoje em coletividade eh abordando um tema tão relevante, né, que é a congregação, ou seja, o ponto incomum em que há entre o médico academicista, né, no qual aqui eu represento a a classe entre os curadores que essa médicos, né? Eh, isso para nós é um prazer, né, na verdade, estar nessa audiência pública no sentido de entender eh e poder contribuir com a congregação, né, entre os povos eh nativos que trazem culturas.
Ancestrais, né, né, entre e os curadores, né, que bem representados aqui pelo pelo professor Rogério Fagundes, que de extrema expressão eh no Paraná. E e a gente tentando encontrar, deputado, um ponto em comum, né, aonde e como o médico vai poder se relacionar, entender, eh, e haver uma permuta, né, de troca de informações, eh, com para que o nosso paciente, o nosso, que é na verdade o nosso foco, né, eh, se torne eh visto de uma forma integral, né, e.
Não visto de uma forma cartesiana como hoje é vista. Com relação a isso, eu venho aqui hoje trazer uma proposta, né? E essa proposta seria a gente entender a medicina de uma forma um pouco mais dessa forma, a fisiologia também de uma forma mais abrangente. E como poderíamos fazer isso? Qual é o elo perdido que nós estamos em busca? Aí a gente pode entender que a física quântica e o estudo da bioenergia, da biofotônica, que vem com tudo hoje, né?
Não só para o rejuvenescimento facial, pelo embeleza, mas não. Hoje a biofotônica já é uma realidade, né, em termos de manipulação celular com frequências eh com e com frequências de onda, com nanômetros de comprimento de onda que venham atingir as células, inclusive mudando a direção, mudando características a nível biológico. Então isso a gente adentra no que que eu entendo que é o elo perdido e esse elo perdido pode ser preenchido pela pela.
Física quântica. Nesse sentido, a gente remete ao início do século ao cientista Debolier, né, Luis Debrolier, um francês que entendeu quando Albert Einstein disse que a luz era feita de pequenos pacotes de informação. Lembro disso? pequenos pacotes de informação que chamados de fótons. Er, os fótons, né? fótons produzidos a nível atômico, OK? Eles existem, né? Já estão sendo pesquisados, né? Eh, não é comprimento de onda muito pequeno, liberados a nível.
Nuclear. Então, Debrulier viu, bom, então se existem a pequena quantidade de luz são os fótons, será que a matéria também não tem um componente Olha a pergunta que Debrolet faz. E a partir daí, da Universidade de Paris, ele ganha o prêmio Nobel de medicina, entendendo que sim, que a matéria tem um componente ondulatório, isso muda tudo, né? Aí começa toda uma pesquisa envolvendo o termo partícula onda, né, ou componente ondulatório da.
Após isso, o William Tiller, na década de de 90, né, no pós-guerra, que interrompeu um pouco as as pesquisas e atrasou de alguma forma, mas começou a reentender essa visão, né, do componente ondulatório da matéria, que poderia ser uma chave, né? Opa, para aí só um pouquinho. Nós não não somos seres totalmente materiais. Nós temos alguma coisa a nível de energia que também nos anima, né? Ok. Então, o entendimento partiu eh de daquilo que nós estudamos.
No segundo grau. Quando num átomo de qualquer sistema, né, um elétron vai para uma camada mais externa, ele ganha energia. Quando ele retorna para uma camada mais interna, o que acontece? Ele libera um quânum de energia. E daí Chiller, que era um emérito professor da Universidade de Stanford, físico, ele entende o seguinte: "Não, aqui está a chave. Na medida que você produz luz, e ele chamou isso de luz celular, olha só, luz biológica celular, chamada de.
Aí começou um termo novo, ele já vem um pouco além de debrolê, né? E começa a falar em biofóton. Que estranho, né? Mas aonde esse biofóton vai agir? Vocês sabem quantas reações químicas a nossas células produzem em um segundo em torno de 100.000, né, a 500.000 reações químicas. Então, Tiller propõe, opa, só um pouquinho, somente catalisadores não são possíveis de atingir esse número. Será que a velocidade da luz ou a informação.
Biofotônica produzido a nível atômico também não age catalisando reações químicas, né, e mantendo a estrutura da matéria? Olha a grande pergunta do professor Tiller. E poxa, isso foi uma revolução, né? Na década de 90 e começou artigos, começaram aí por diante artigos importantíssimos, né? Relacionado à luz Qual a frequência de um fóton? Qual o comprimento de um onda de um fóton? A gente estuda isso na medicina? Não acredito que eu pelo menos não.
Estudei, né? Então é é claro que mas será que qual qual seria a real participação do biofóton? Será que ela está ali por acaso? Não é? Claro que não. Claro que não. Então ele entende que a natureza é o que dá a sustentação pra matéria, pra parte biológica e pros movimentos metabólicos do organismo, né? Então aí a gente tem interação corpúsculo, onda, interação energia, organismo vivo. Olha que olha que bacana, né? Logo depois vem Peter Fre na década de.
90, quase 2000, e diz: "Opa, só um pouquinho". Então deve haver rotas, né? Se a formação de energia a nível atômico, será que essa energia não tem como circular no organismo e a gente não tem como mapeá-las? Foi a pergunta de Peter, de Peter Fre e o Dr. Massai também participou desses experimentos. E eles por correspondência eletrodérmica, eles começaram a entender que transferindo a energia a nível de pontos de acupuntura, né, para meio acoso, eles.
Começaram a ver com quais tecidos eram mais afins, com quais e quais poderiam conversar entre si. E começaram a fazer rotas de bioinformação no organismo. Muito, muito bonito, né? Então quer dizer, na verdade um fóton ele carrega uma frequência, toda frequência carrega informação, toda frequência ela tem um uma cor, tem comprimento de onda e traz por si só eh um endereço aonde ela vai agir a nível metabólico, né? Então essa é a nova.
Proposta eh de Peter Fre, né? Então a partir daí ele entende que essas rotas elas se aproximavam muito, ele chamou isso de integradores energéticos. integradores energéticos, onde essas rotas bioinformacionais, eh, biofotônicas, né, eh ou eletroquânticas, que é outro termo utilizado para descrever a energia que percorre nosso organismo, né? Então, seria uma energia eh eletroquântica. E por que eletroquântica, né? Um nome tão estranho, porque o fóton tem massa zero,.
Né? E aí nós, se nós aplicarmos nas nas equações, nós temos não só a energia eletromagnética visível do campo espectro visível, mas temos a com massa, faltó com massa zero, um espectro não visível, né, atuando em nosso organismo. A partir daí, eh, a gente entendeu e entende, eh, a presença marcante, eh, de um pesquisador chamado Constantine Korotkov da Rússia, que veio procurar não só entender que existiam essas rotas, que havia realmente uma luz.
Ultra fraca sendo produzido produzida a nível atômica, mas que ela poderia ser uma piada. Poxa, então, OK. e que essas rotas eram muito muito parecidas com que os que os chineses haviam descritos. Isso há cerca de 3.000 anos atrás. Poxa, que interessante. Então, há uma correspondência entre os integradores energéticos e essas rotas de meridianos, que se chamam hoje, hoje em dia, na medicina chinesa dos meridianos, que são os meridianos.
Também utilizados para acupuntura. Olha que interessante. Primeira vez que o Ocidente conversa com o Oriente a nível de medicina eh eh vamos dizer assim, transcrevendo isso, né, para termos médicos ocidentais, né? Eh, nesse sentido, Constantino Korotkov coloca o Bolel à nossa disposição. O que é o Bio? O Bell é uma nada mais é do que uma caixa e eh preta. Então, hermética, a luz eh faz com que eh um estímulo elétrico percorra a ponta dos dedos e a.
Partir daí você eh traria ou a ou deslocaria elétrons eh dessa região da da popa digital. Esses elétrons pelo meio de avalanche de Thousent, né, seriam decodificado eh por o software a nível de uma imagem. Então, nós conseguimos ver o nosso corpo A partir daí, eh, nós lembramos também um colega nosso que realiza pesquisas a nível eletroquânticas do Paraná, que é o Dr. Adilson Alves Dias, né? Dr. Adilson, ele conseguiu já catalisar eh a reação.
Química de ADP, adenosina de fosfato, mais pirofosfato, né, em ATP, que é energia, né, sem a presença de oxigênio. Isso já é um espetáculo, quer dizer, uma pesquisa, uma linha de de pesquisa extremamente profíqua, porque nos paciente, pacientes cardiopatas, eh haveria a possibilidade de criar energia celular, né, pela administração biofotônica de luz coerente, laser, com cerca dele trabalhou com cerca de 680 nanôm para catalisar essa essa.
Informação e essa reação química, levando a produção de ATP numa célula muscular. Então isso é fantástico. Então o meu convite é essa congregação por meio desses pesquisadores que aqui relatamos e aí nós nos aproximamos muito dos terapeutas e dos nossos amigos que trazem a medicina da ancestralidade. Então essa é a minha contribuição. Muito obrigado. >> Nós que agradecemos ao Dr. Sérgio, pela exposição, pela contribuição ao debate.
Sobre esse tema tão importante aqui na comissão de legislação participativa, aonde nós estamos fazendo uma discussão sobre os conhecimentos ancestrais e a medicina moderna, não é, com o tema o curador e o doutor. Portanto, passo agora a palavra Putira, que é diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde na Secretaria de Saúde Indígena do presentes, povo brasileiro, que a sociedade brasileira reconheça sua originalidade, porque ultimamente a.
Gente tem visto o debate que é muito simples aderirmos a outra medicina, medicina chinesa, indiana, japonesa, mas a gente não se reconhece enquanto povos brasileiros reconhecendo as nossas medicinas. E tá na hora de a gente mudar a história. E nós contamos muito com o senhor trazendo esse tema com nós. Medicinas indígena são para as pessoas. Aí eu vou usar a fala do nosso comum, que no meu território chamamos comum e que vocês chamam genericamente de pajé.
Ele tem falado que para as pessoas, para as pessoas quanto ele enquanto especialista, ele não atende cor, raça, etnia. Ele atende pessoas porque a nossa ciência ela é feita a partir de todo um olhar e cuidado de um corpo enquanto um território e quanto um território enquanto corpo. >> Mas quero passar a palavra agora a Rosimeire Costa dos Santos, que é coordenadora de atenção à saúde da população negra no Ministério da Saúde.
>> desse resgate ancestral que ele é urgente dentro da nossa sociedade brasileira. importância, eh, Dr. Sérgio, de você aqui contextualizar. Muito importante. Sou bióloga e fiquei aqui viajando no gens, né, em toda a tecnologia aí da bioquímica e também eu tenho certeza que a companheira que é biomédica a gente ficou pensando, mas como traduzir essa aula que o senhor deu pras nossas comunidades nas periferias numa linguagem acessível? Então aqui eu.
Deixo todo o nosso abraço enquanto Ministério da Saúde, me coloco à disposição junto com toda a equipe, né, não só da política de saúde da população negra, mas de toda a Secretaria de Atenção Primária Saúde. Obrigada. Eu que agradeço, meu Rosimeir, e na verdade também eu quero aqui aproveitar a e confessar mais uma vez, né, essa audiência pública surgiu às vezes de conversas que a gente tendo aqui com o professor Rogério, essas vindas dele aí.
De Curitiba aqui na Câmara dos Deputados, ele falando do curador e do doutor, né? Eu falei: "Ô, professor, por que que a gente não faz um debate sobre isso, né?" E tá sendo uma riqueza, né? Eu tô aprendendo demais com vocês, né? Com a PTIra, com o Dr. Sérgio, com você agora, né, Rosemir? E vou passar a palavra agora ao Lenon, né? Lenon Maé. É isso mesmo. mi balonel mutina burié mataré mi barepô ur meioqui. Um boa tarde a todos. Eu sou Leno.
Indígena Bala Ponel Mutina e para mim é uma grande honra, deputado, estar hoje aqui junto com todos vocês. E a nossa farmácia é a mata, a nossa farmácia é natureza, porque é de lá que eu retiro a casca da árvore para fazer o chá, é de lá que eu tiro a raiz da planta para fazer o banho. É de lá que eu retiro as folhas também para fazer os xaropes, para curar as doenças. Então, se não tiver a mata, se não tiver a floresta, não tem como fazer o.
Essencial, né? Então, somente essa ligação daquela pessoa com os espíritos da da natureza que vai conseguir curar aquele parente indígena. E isso deve ser muito respeitado porque cura. E nós vivemos isso no dia a dia dentro dos territórios. é que é importante colocar uma pauta sobre o notório saber, que hoje em dia é muito difícil a universidade eh conseguir levar essas pessoas para dentro dos cursos, das graduações, das pós-graduações, dos mestrados, para uma.
Banca de mestrado, para uma banca de porque elas são doutores, são mestres dentro desse conhecimento delas e tem e esse lugar tem que ser respeitado também dentro desse espaço da universidade, desse espaço público, né, de validar que essas pessoas possam ir e que o conhecimento delas de fato sejam Também a gente coloca a importância da da própria geração de renda dentro dos territórios paraa manutenção dessa dessa saúde, né? a importância de políticas.
Públicas para que a população indígena possa manter dentro do seu território e cultivando a sua tradição, até para que os nossos jovens possam não estar saindo tanto dos territórios, visto o alto aumento, infelizmente, de que na nossa juventude indígena. E é uma realidade dentro do Mato Grosso, da onde eu sou, ali no Ralit Pareci, ali no Balatiponel Mutina, são situações que nós não tínhamos, que hoje em dia, infelizmente, está se acometendo, até.
Por conta dessa desconexão cultural. Meu muito obrigado, pai Curipá. >> Vou passar a palavra, professor Rogério. >> Obrigadão. Depois nós vamos falar mais. Então eu quero aproveitar esse momento para dois temas, né? Primeiro, tchau, amiga. Boa viagem até São Paulo. Então, primeiro para anunciar eh a fundação do Colégio Brasileiro dos Terapeutas na cidade de Curitiba. Deputado Leonardo, preparai-vos que o senhor vai fazer uma palestra lá em.
Breve. Eu tô gostando muito, tô aprendendo aqui com os dois representantes dos nossos povos originais, da senhora, eh, dos quilombolas, né, que quanta riqueza, né, quanto a gente pode aproveitar. Eu sou de formação, vamos dizer, não branca, eu sou de formação humana. quando o Einstein foi preencher o o a sua ficha de migração nos Estados Unidos e lá perguntava qual raça, ele respondeu: "Raça humana", né? Agora eu tenho o meu saber mais de povos de.
Digamos raça branca, por assim dizer. Eu eu sou apreciador de música erudita. Eu gosto de Betov e Mozar, mas também gosto dos naturais, né? Eu acho que é importante isso de ter essa missigenação e eu quero ser aluno de vocês, aprender mais. Mas anunciando aqui, deputado, que lá em Curitiba nós criamos um colégio brasileiro dos terapeutas, que ele vai reunir esse colégio o saber ancestral. Podemos agora ampliar dos originais aqui dos povos da América, mas.
Também esse saber quântico representado aqui pelo eminente Dr. Sérgio Lopes, que é um grande corajoso. Ele não precisava de nada disso. Ele é uma pessoa já renomada na faz transplante de coração, é um dos melhores do, posso dizer com tranquilidade, um dos melhores do Paraná, do Brasil. E então esse encontro de saberes, eu até tenho dito ao Dr. Sérgio assim: "Doutor Sérgio, os seus pares médicos precisam rezar mais, tem que ter mais inspiração.
E nós terapeutas curadores, precisamos estudar mais, aprender mais. E dentro disso, eu acredito que criamos um saber coletivo. Então, declaro essa assim publicamente que existe esse Colégio Brasileiro dos Terapeutas, que ele não é corporativo, mas ele tem a função de reunir esses conhecimentos e catalogar, classificar e distribuir a quem estiver em merecimento de receber, poder receber de fonte segura. Dr. Sérgio, aqui se referenciou um senhor.
Pesquisador, Dr. Adilson, que tá no É um cientista, um homem jovem, tem muito para trazer para o Brasil e para o mundo, mas que ainda está no ostracismo devido ao aos condicionamentos. Então, e fico feliz de anunciar isso nesse dia 22 de outubro de 2025, a existência do Colégio Brasileiro dos Terapeutas, que em breve vocês terão acesso. E também o segundo lugar que eu falei brevemente, eu pergunto ao deputado, será possível, o senhor é e.
Sabe como fazer a Anvisa abrir um protocolo em brevê? para pessoas doutas no conhecimento ancestral original poder receber um selo de certificação. Eu vou dar um exemplo. Se eu tenho um lambedor, um xarope de coração de bananeira com guaco, exemplo, e ele funciona para problemas de espasmo, brônquios, tosse, pneumonia até, eh, eu, por exemplo, produzo isso, eu ganho um selo da Anvisa de fiscalização, por exemplo, sem selos e eu tenho direito de.
Vender para me sustentar, para que eu possa, cumprindo esse protocolo, eu possa ter acesso a novos 100 selos. É uma forma, um exemplo simples, mas para garantir a produção desses fármacos. Olha aqui, somos Eh, no meu tempo ainda mais jovem, as a as fazendas, os sítios, eles tinham um específico pessoa, que é um antídoto peçonhentos, reconhecido feito no Nordeste brasileiro. Cadê o específico pessoa? o óleo arlense utilizado para.
Cálculos biliares e essas pequenas produções foram assolapadas por um processo industrial da saúde. E tá resolvendo o quê? A nossa saúde deseja, anseia por recursos mais simples, mas não simplistas, simples responsáveis. Então eu acredito que é os senhores que representam os povos indígenas, a senhora que representa os quilombolas, com esse protocolo, os vossos pares e os meus pares também, nós curadores, vamos ter uma segurança.
De comercialização. Por exemplo, eu quero ser fiscalizado, eu quero, pode me fiscalizar. Se eu tô usando produtos que são saudáveis, que efetivamente não compromete a saúde, eu acredito que isso é um grande avanço. Então eu conto, deputado, faço até o pedido pro senhor, pro senhor, na sua sabedoria parlamentar ver de que maneira isso é possível. É um avanço extraordinário. Exemplo, eu sei que as PICs elas precisam melhorar, mas é um.
Avanço. Se nós tivermos um brevê de produção responsável, nós vamos ter mais segurança sanitária. Essas pessoas inscritas vão receber as boas práticas que a própria Anvisa vai orientar. Mas, por favor, uma produção artesanal não é paraa gente entregar pros laboratórios ou deixar os grandes laboratórios transnacionais roubar os recursos autóctos do nosso Então, esse é um pedido que faço registrado aqui. O senhor, na sua sapiência, deputado, é que será capaz de.
Pensar. Eu acho que isso é um passo bom, não é o ideal, mas é o possível e assim gradativamente a gente crescer. e mostrar que nós somos um povo interessado no nosso povo. Muito >> Com certeza essa toda a exposição está registrado, né, nos anais aqui da comissão. Eh, será registrada uma ata e quero encaminhar a secretaria que possa registrar a sugestão do professor Rogério até pra gente encaminhar o próprio Ministério da Saúde e Anvisa,.
Né? Como é que a gente pode então eh eh preparar, elaborar essa sugestão que o senhor tá encaminhando aqui na na audiência pública. Essa comissão aqui é o lugar é a porta aberta da Câmara dos Deputados paraa população brasileira. Comissão de legislação legislação participativa, né, justamente com esse objetivo de poder fazer os grandes debates que às vezes a gente não consegue realizar nas outras comissões aqui da Câmara. Então, viu, eu sou aqui membro, desde.
Que cheguei aqui, sou membro desta comissão, já fui presidente dessa comissão, não é? Coloco aão à disposição pra gente poder realizar outros debates que vocês acharem necessário. Passo a palavra agora ao Dr. Sérgio. >> Eh, pronto. >> Sim. Eh, bom, então, como representante, vamos dizer assim, da parte da medicina tradicional, eu queria dizer só algumas algumas palavras que para encerrar, na verdade, para não me estender, deputado, mas no.
Sentido, eu sou filho de de uma de uma pessoa eh farmacêutica e trabalhou toda a vida com fitoterapia, Lembrei muito do nosso amigo que poderia estar hoje presente, foi homenageado lindamente pelas suas palavras, né? Raizer José Raiiro, né? Acho que lembrei muito da minha mãe nesse sentido. Eh, e as plantas curam. >> As plantas curam por existe uma energia frequencial nas plantas. Ah, existe fotos. Vocês seccionam a planta e você.
Pode ver eh uma algo biofotônico ainda resistindo depois uma planta ser seccionada. Que que é isso? Senão um corpo, né, num vegetal ainda eh persistindo? Então, qual é a ideia quando eu trago a nossa ideia na medicina tradicional a agregar na nossa e no estudo estudo da fisiologia na própria medicina tradicional? a física quântica, porque é ela que vai dar as como e por um biofóton aparece, porque ele ele ele faz parte do binômio saúde,.
Doença. E aonde nós podemos intervir, né, com as medicinas tradicionais e aliando as a medicina eh ancestral. Então, se nós não tivermos esse link, essa esse ponto de convergência e mudarmos um pouquinho o modo de pensar na caixinha dos dos médicos eh tradicionais, eh eh nunca iríamos conversar, não não erá não haverá debate porque a não não se entende a fisiologia se você não entende o resultado, né? Então isso é um ponto. E o segundo ponto.
É o total apoio, né? Eh, ao ao Colégio Brasileiro dos Terapeutas. normatizando eh uma uma área que precisa ser dada atenção, né? Então, porque senão o que que vai acontecer? Que os médicos pensam na forma tradicional, poxa, eh, será que estou indo num massoterapeuta? Cadê a certificação? Onde é que é a experiência? Eh, qual a faculdade, formação? Quantos anos essa pessoa levou para tratar do meu corpo, né? a gente tem num colégio brasileiro, o CRM pode.
Conversar com ele, por que não? Não é? O CRM pode conversar com com com todos os os segmentos na medida que nós começamos ampliando a nossa consciência, né, e ampliando os nossos meios eh a nível eh de regulamentação e a nível de gestão dessas políticas de saúde, né? Acho que esse o nosso entendimento com medicina querido irmão, um exemplo de vida, um homem que tive o privilégio de pela sua simplicidade, mas também pela sua sabedoria.
Zé Raizeiro tinha uma qualidade que eu ainda não tenho. Ele entrava num mato, numa floresta e ele conseguia fazer a identificação macrofármica das plantas, porque a fitoterapia, que era a principal ciência de Zé Raiseiro, é a mãe de todas as terapias. E ele vivia essa maternidade botânica pelo seu conhecimento e também pelo carinho de atender as pessoas. Quando ele atendia as pessoas com as plantas e o carinho, é como se a mãe natureza.
Abraçasse com a planta e ele, o pai abraçasse com respeito, carinho, que ao meu entender, são ingredientes fundamentais para a cura. a recuperação e a promoção da saúde. Zé Raiseiro, que Deus te dê um bom lugar, que o lugar que você esteja seja um lugar de alegria e de conhecimento no plano espiritual. Deus é justo e certeza que irá dar você esse bom lugar. Você faz parte do dos raizeiros do nosso país. Bom mineiro, bom brasileiro, que Deus te.
Ampare e te abençoe. Eh, essa audiência pública, como disse, surgiu por ideia aqui do professor Rogério, a gente conversando, né, essa questão da dos saberes e conhecimentos ancestrais e a própria medicina moderna e que acabou ele intitulou, né, do o curador e o Doutor e foi um momento também assim especial pra gente poder homenagear o seu Zé Raizeiro. Não sei se vocês sabem, os primeiros debates que com certeza foi realizado nessa casa, eh, foi através.
Dele. Eu iniciei meu mandato em 2003 e se Zé sempre falava comigo lá em Minas, ó, nós temos que ir lá fazer o debate lá na Câmara dos Deputados e nós realizamos grandes seminários aqui, ó, coordenado por ele, o senhor participou, não é? Encontros assim que participava aqui pessoas de várias regiões do Brasil. Me lembro que tinha pessoas vin de Rondônia, do Rio Grande do Sul, não é, que também já eh trabalhava em torno da medicina.
Ancestral, né, que tiveram a oportunidade de estar aqui conosco, eh parteiras, várias experiências exitosas que nós tivemos debater aqui nessa mesa da Comissão de Legislação Participativa. Portanto, em nome do seu Zé Rizeiro e também do professor Rogério, eu declaro encerrado esta audiência pública. Ok.
Transcrição gerada automaticamente a partir da legenda do vídeo. A pontuação foi ajustada para facilitar a leitura e as palavras são as do próprio professor, por isso pode haver imprecisões da transcrição automática. Em caso de dúvida, vale o áudio.
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